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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ORIGEM COMUM DAS RELIGIÕES - Parte II

A união de deuses e seres humanos também é uma crença que se perde no tempo, cria-se que destas uniões nasciam homens que eram a própria encarnação divina, na Índia eram chamados de avataras, filhos dos deuses e mensageiros dos deuses. A mitologia dos mais diversos povos sempre há um semi-deus entrando em contato com o homem. Há uma lenda grega que fala de Prometeu,ele foi julgado, sentenciado e acorrentado no monte Elbrus por ter dado fogo aos homens. O filósofo romano Sêneca (4 a.C – 65 d.C.), contava esta estória.

O poeta romano Ovídio (43 a.C. – 18 d.C.), cita outro semi-deus salvador, Esculápio, que também nasceu de uma virgem e cuja vida apresenta pontos semelhantes a de Jesus. Bel, deus babilônio, foi aprisionado, julgado, chicoteado e levado ao monte com dois criminosos, sendo morto também ressuscita. Os detalhes desta fábula não nos chegou por tradição oral, mas foram decifrados por Henry Rawlinson da rocha de Behistun, que acha-se próxima das ruínas da antiga babilônia. Foi através desta e outras traduções que se descobriu que fatos do Antigo e Novo Testamento se assemelham com aqueles presentes nas lendas babilônicas. Os babilônios falavam da criação do mundo em seis dias; do dia de descanso, que era o sétimo, o sabbatu; de Adão e Eva; da torre de Babel; de um bebê encontrado ás margens de um rio entre os juncos que se tornou o lendário rei Sargão da Acádia.

Presume-se que estas informações foram assimiladas pelos judeus durante o tempo que lá estiveram aprisionados por volta do século VI, as quais foram incorporadas as suas próprias tradições que hoje fazem parte da Bíblia. Outro fato que não pode passar despercebido diz respeito aos nomes das virgens mães dos deuses, são elas: Maria, Mariana, Mara, Maya etc. A letra M presente nestes nomes não é por acaso, já que em muitas línguas antigas é símbolo do mar e da água.

A lenda de Krishna, o deus dos hindus, tem inúmeros detalhes que também aparecem nos Evangelhos. Algumas imagens mostram este semi-deus hindu amarrado em uma árvore com uma tira ao redor da cabeça que representa uma coroa de espinho. As expressões Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, Bom Pastor, também eram usadas pelos adoradores de Mitra. A oração conhecida com Pai-Nosso, que muitos cristãos pensam ter surgido com o cristianismo é antiqüíssima, data do IV milênio, a placa onde aparece esta oração foi descoberta em 1882, é uma prece originária da Caldéia.

Quanto aos rituais usados pelos cristãos, a água benta era empregada pelos hindus, egípcios, gregos e romanos. O batismo infantil é de origem romana. A eucaristia era um ritual pagão realizado logo após as colheitas, em agradecimento a Ceres e Baco. Antropólogos e grandes pesquisadores do passado oculto da humanidade já escreveram sobre as origens das religiões, o inglês Robert Graves talvez tenha feito um dos livros mais contundentes sobre o tema, The Sixteen World’s Crucified Saviours – Os Dezesseis Salvadores Crucificados do Mundo, o qual eu recomendo.

By W.X.

http://youtube.com/watch?v=EQLD59fK_Iw&feature=related

ORIGEM COMUM DAS RELIGIÕES - Parte I

Dando uma breve olhada nas filosofias orientais alguns aspectos nos chamam atenção, entre eles a semelhança entre seu ensino e o dos cristãos. Neste ponto vêm a tona algumas indiscretas e fascinantes perguntas: Quantas coisas a tradição cristã absorveu das religiões mais antigas que ela? Não é uma atitude infantil pensar que há apenas uma religião verdadeira e que ela seja justamente aquela que eu professo? Colocados diante da sabedoria universal, vemos que a nossa insignificância é infinita. Então, o estudante é forçado a concluir, como Sócrates: “Só sei que nada sei.” O lado bom de reconhecermos nossa ignorância é que assim começamos a aprender uma importante lição. Há uma inegável ligação entre a mensagem cristã e as antigas tradições religiosas do Extremo-Oriente. Lembro que esta identidade entre o novo e o velho não é casual. O autor do Eclesiastes escreveu: “O que foi, será; o que se fez, se tornará a fazer; nada há de novo sob o céu.” (1:9;)

O estudo comparado das religiões revela milhares de indícios de que existe uma única verdade suprema e infinita inspirando as mais diferentes religiões ao longo de milênios. O principal ensino de Jesus, “Tudo aquilo que vocês quiserem que os homens lhes façam, façam vocês a eles porque esta é a lei...” (MT 7:12;) Este ensino não surgiu com Jesus, pois no século V na China, Confúcio ensinara (Lun-Yu, V-11): “O que não desejo que me façam os outros, tampouco desejo fazê-lo eu aos outros.” No Antigo Testamento lemos no livro de Tobias, que foi provavelmente escrito no século II a.C.: “Não faças a ninguém o que não queres que te façam.” (Tob 4:1b;) A lei da causa e efeito, há muito ensinada no hinduísmo como a lei do carma ou do equilíbrio aparece nos ensinos do apóstolo Paulo: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6:7;)Também no Antigo Testamento o autor do Eclesiastico ensina: “Não faças o mal e o mal não se apoderará de ti; afasta-te da injustiça e ela se desviará de ti. Filho, não semeies nos sulcos da injustiça, para não colheres sete por um.” (7:1-3;)


Quando no passado alguém apresentava fatos contrariando o que fora estabelecido pela igreja, era acusado de heresia e de estar mancomunado com o Diabo. Os inquisitores auxiliados pelo braço secular da lei, conduziam o acusado á prisão e convencido a desdizer o que fora dito, caso contrário seria levado a fogueira. Alguns, como Galileu, se retrataram e a crença errônea de que o sol girava ao redor da Terra continuou vigorando por muitos séculos. Outros, contudo, como Giordano Bruno, preferiram morrer a negar as suas hipóteses. Muitas das mentiras e superstições que ainda hoje permanecem se devem a interferência da religião. Quando lemos em um contrato o termo “Ato de Deus”, nem percebemos que aí está mais uma influência da visão religiosa equivocada, pois ao Criador são atribuídas as catástrofes naturais e fenômenos atmosféricos.

Segundo a mitologia grega, Zeus, geralmente retratado com um raio na mão, o qual corresponde ao Júpiter romano, era o Deus do céu e do tempo, à ele eram imputadas as tragédias como terremotos, furacões e outros. Em cima desta e outras crenças primitivas, os sacerdotes aos poucos criaram um sistema religioso com rituais e cerimônias, cujos vestígios destes ainda hoje aí estão. Por muitos milênios a veneração dos astros - sol, lua, Terra, planetas e estrelas – fazia parte de um sistema religioso predominante nas principais culturas do mundo antigo por nós conhecidas. Neste contexto a astrologia tinha um papel fundamental para estabelecer a harmonia entre os eventos terrenos e os eventos celestiais, refiro-me aos movimentos do sol, da lua e dos planetas. Assim nasceram as religiões primitivas baseadas em solstícios e equinócios. Não é por acaso que o nome de Mitra ainda hoje seja lembrado em expressões como, ”mitra papal, mitra diocesana” e o santíssimo sacramento tenha sido estilizado no formato do sol com seus raios.

As religiões que aí estão foram obviamente sendo moldadas ao longo dos séculos, mas todas guardam resquícios de uma mesma origem. Nenhum dos seus supostos fundadores, os chamados enviados divinos, cogitou elaborar o sistema doutrinário pelo qual estas hoje se fundamentam. Com o cristianismo, foco deste estudo, também não foi diferente, dos diversos grupos cristãos da era primitiva (Jerusalém, Alexandria, colônias gregas da Ásia Menor, Roma, Constantinopla), predominou justamente aquele que caiu nas graças do governante da época, no caso Constantino, até hoje seus toques não nos deixam mentir, mudou a guarda do sábado para domingo, interferiu em questões doutrinarias referente a própria trindade entre outras; Mitra recebeu sua devida honra.

Qualquer religião, com seus dogmas e rituais, apresenta pontos de ligação e mitos relacionados com mitologias primitivas, há muito pouco de originalidade. Em alguns casos é a cópia da cópia mesmo. Se Jesus aqui retornasse provavelmente não reconheceria nenhuma das comunidades religiosas que por aí estão, mesmo as que se dizem mais puritanas, como bem sabemos os únicos mandamentos que ele deixou foi o amor ao próximo e ao Criador.

Uma pergunta que comumente me é feita diz respeito a real existência de Jesus, Buda, Krishna, Zoroastro; além de outras fantásticas figuras menos conhecidas como Apolônio de Tiana, Saint Germain etc. A mitologia é a história metamorfoseada, transformada e desfigurada pela tradição, precisamos ter um filtro especial para avaliarmos os mitos e tal instrumento não encontramos na livraria da esquina, só os iniciados nos grandes mistérios, principalmente os garimpeiros de obras como as de H.P. Blavatsky, é que poderão delinear o que é e o que não é.

Os nascimentos virginais aparecem como um fato que não pode ser menosprezado se quisermos entender uma das crenças que sustenta a teologia cristã. O homem primitivo divinizava o sol, pois concluiu que este havia fecundado a Terra virgem como seu calor e com as chuvas, seu sêmen. Desta união surgiu a natureza. Esta crença foi se solidificando com o passar dos séculos. Na mitologia grega Apolo é apontado como um deus solar, mas além dele Hércules, Baco, Hermes, Adônis etc. O próprio imperador persa Ciro, o grande (559-530 a.C.), era considerado filho do sol. Na antiguidade os homens que se destacavam na vida social por seu carisma, imperadores, reis; e também notáveis mestres, eram chamados de “filhos do sol”, um sinônimo da expressão “filhos de Deus”. Continua...

Vide - Raízes do Cristianismo by W.X.

http://youtube.com/watch?v=QQ-kvw1fYXs



ASPECTOS DA RELIGIÃO EUROPÉIA PRÉ-CRISTÃ


É difícil compreendermos como e onde surgiu a concepção integral do mundo e da vida como um todo que norteou os principais povos da antiguidade. A base de suas crenças obedecia os mesmos parâmetros: o homem, a natureza, a Terra e os astros; eram para eles entidades de dependência mútua. Para os celtas alguns locais estavam ligados por canais energéticos, os quais poderiam ser detectados pelo uso de uma simples varinha de algumas plantas. Locais como Avebury, Stonehenge e muitos lugares na Grã-Bretanha e na França mostram marcações (megálitos – menires, dolmens, cromelechs) que demonstram suas práticas religiosas baseadas na interação energética entre o homem e o meio, a Terra e os astros.

Várias civilizações da pré-história da Terra, incluindo algumas ocidentais, conheciam a importância dos pontos e das linhas energéticas do planeta e construíam monumentos, pirâmides, templos sobre estes locais pela provável ligação destes com o mundo extra-físico. Como exemplos podemos apontar as pirâmides maias do Yucatan no México e as egípcias de Gizé; a cidade de Machu-Pichu no Peru; a catedral de Compostela na Espanha; as ruínas celtas de Stonehenge, Avebury e Newgrange na Inglaterra; o mosteiro do Monte Saint Michel, a catedral de Chartres na França; e o mosteiro de Potala no Tibet etc.

A idéia que a Terra é um ser vivo, dotado de corpo físico, de alma, inteligência e espírito, remonta á origem dos tempos e está na base de todas as crenças antigas que deram origem as mais antigas religiões da humanidade. Esta concepção da Terra como um organismo vivo nos dá a idéia do que são os chamados lugares sagrados pelos antigos. Do mesmo modo que o organismo humano apresenta uma estrutura energética, representada pelo nosso corpo sutil com seus sistemas de chacras (centros ou vórtices de energia) e os meridianos (canais energéticos usados pela acupuntura), também a Terra possuiu uma engrenagem energética sutil. Inumeráveis fluxos e canais de energia percorrem a superfície do planeta. Lugares considerados sagrados pelos antigos encontram-se no entroncamento de dois ou mais desses fluxos, os quais a igreja cristã aproveitou para neles construír seus templos e catedrais.

A TERRA COMO DEUSA

A Terra como deusa materna estava no centro da cultura megalítica da Europa ocidental que se espalhara desde a Espanha até a Inglaterra e ilhas britânicas; da Alemanha (norte) ao sul da Escandinávia. Considerava-se que a Terra estava ligada ao sol, a lua, aos planetas e as constelações energéticas. Também encontramos nas ruínas de Çatal Huyuk, antiga cidade encontrada no sul da Turquia (8 mil anos a.C.) e nas ruínas de Harappa e Mohenjo Daro, na Índia (5 mil anos a.C.), vestígios de uma religião baseada nas forças da natureza, e na interação entre a Terra e os astros.


Max Heindel, fundador de uma das linhas da Ordem Rosa Cruz (teosofia) também enfatiza que a Terra não possui apenas corpo físico, mas um corpo energético e mental. Dentro desta visão, cada planeta não é um ser inanimado, mas uma entidade possuidora de individualidade; deste modo a Terra era cultuada como uma verdadeira divindade digna de culto, celebração e oferendas.

ASTROTEOLOGIA: O RITMO DA VIDA DITADO PELOS ASTROS

O movimento do sol, da lua, planetas e estrelas ditava para os povos antigos o ritmo de suas vidas. A consciência de que a Terra se relacionava com os astros e dependia deles para a sua sobrevivência e a de seus filhos, inspirou os povos pré-históricos a elaborar uma religião astroteológica. Os monumentos pré-históricos eram posicionados em relação ao nascer e ao pôr do sol em datas como os solstícios de verão e inverno. As civilizações antigas dependiam de precisão astronômica, pois este conhecimento era responsável por sua sobrevivência. Para aqueles povos a data do plantio e da colheita eram considerados sagrados, e para que nenhum equívoco fosse cometido, a compreensão dos movimentos solares e lunares alcançou quase a perfeição.

O sol era considerado uma divindade masculina, enquanto a Terra era identificada como seu oposto feminino. Ambos estavam ligados – uma espécie de simbiose sagrada – representavam a polaridade positiva e negativa que gerava a vida. Na Grã-Bretanha há pelo menos 2 mil marcações inspiradas nas posições solares; eram verdadeiros calendários, através do comprimento de suas sombras era possível saber a hora do dia e a estação do ano. A religião da Europa pré-histórica, bem como das culturas egípcias e mesopotâmicas, tinha como base a união, o casamento sagrado da Terra e do sol. Era comemorado todos os anos no dia do solstício de verão (21 de junho), o dia mais longo do ano, dia da luz.

No hemisfério sul, onde esta tradição é imitada, ocorre o contrário, 21 de junho, é o dia mais curto do ano. Este era o dia da vitória da divindade solar, que no decorrer da primavera vencera as trevas do inverno. O deus-sol casava num ritual sagrado com a deusa-Terra. Este casamento era uma celebração, um culto a fertilidade, cujo resultado se tornava claro na época da colheita, no final de agosto. Era este o sentido esotérico e religioso do solstício de verão.

Nas culturas mais significativas do passado da humanidade, até onde podemos pesquisar, há a presença de um culto ao sol. Entre os babilônios encontramos o culto a Tammuz. O culto a este deus encontra equivalência em todas as culturas agrícolas. Consistia de um sacrifício ritual, assim como o trigo que é ceifado e renasce na colheita seguinte, na encenação do mito de Tammuz, o sacerdote ou rei, seu representante, era morto e oferecido em sacrifício para assegurar a fertilidade da Terra para o próximo ano.

Extraído do livro Raízes do Cristianismo by W. X.

http://youtube.com/watch?v=ZzY2bVsZK5s&feature=related

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Para compreendermos a pequenez da nossa condição humana não precisamos olhar o céu estrelado, basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós,que foram grandes antes nós e antes de nós desapareceram. Cada novo achado representa um aprofundamento em novos conhecimentos, mas também significa muitas vezes que precisamos revisar antigos conceitos que aparentavam ser tão seguros.”

C.W. Ceram

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