







“Há duas histórias: a oficial mentirosa e a secreta, é nesta última que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos”. Honoré de Balzac - Escritor francês
"Historiar, na maioria dos casos, é arte de escolher entre muitas mentiras, uma que melhor se adapta a realidade".
Acima a imagem do mecanismo de antikythera, um espantoso simulador dos movimentos dos astros do sistema solar da época de Arquimédes, achado no início do séc. XX próximo a ilha de Antikythera, Grécia.
O Egito era uma colônia da Atlântida a leste, da mesma forma que os impérios astecas, maia e inca o eram no oeste. Os atlantes possuíam conhecimentos elevados em muitas áreas, também voavam em aeronaves, extraiam energia dos cristais para cura e outras utilidades; suas aeronaves eram conhecidas como vimanas.
No conto indu ramayana há a descrição de um carro celestial de Rama, o grande instrutor da Índia, no tempo dos brâmanes. O diretor da Academia Internacional de Estudos do sânscrito na Índia (Dr. G.R. Josyer) , encontrou um tratado de aeronáutica que foi escrito há mil anos. Ele foi atribuído ao sábio indu Bharadway, que escreveu um manuscrito chamado “Vymaanika Shaastra”, cujo significado é “A Ciência da Aeronáutica”, composto de 8 capítulos com diagramas que descrevem 3 tipos de objeto voador e menciona 31 partes essenciais destes veículos e 16 materiais dos quais eles são constituídos. Segue uma lista de vestígios que apontam para a presença de elementos tecnológicos no passado oculto do homem:
Lentes modernas no mundo antigo
No Iraque e no Egito foram encontradas lentes lapidadas de cristal, que hoje só podem ser manufaturadas mediante a aplicação de óxido de césio, produto que só pode ser obtido por processos eletroquímicos.
Tecido moderno no mundo antigo
Em Heluã existe um pedaço de pano tecido com uma delicadeza e suavidade que hoje só poderiam ser produzidas numa fábrica especializada, por tecelões de grande conhecimento e notável experiência técnica
Pilhas elétricas na Mesopotâmia
No Museu de Bagdá estão expostas pilhas elétricas secas, que trabalham segundo o princípio galvânico. No mesmo local podem ser admirados elementos elétricos com elétrodos de cobre e um eletrólito desconhecido.
Precisão cirúrgica
A Universidade de Londres possui, em seu departamento egípcio, um osso pré-histórico, amputado com mestria, 10 centímetros acima da articulação na mão direita, em corte liso de 90 graus.Continua...
Astronomia pré-histórica
Nas montanhas da região asiática de Kohistan existe um desenho, em certa caverna, que reproduz as posições exatas dos corpos celestes, como de fato as ocupavam há 10.000 anos.
Metalurgia andina
No planalto do Peru foram encontrados ornamentos fundidos em platina, diga-se a tempo que a platina só começa a fundir-se a uma temperatura de 1.800 graus.
Acessórios de alumínio
Num túmulo em Chou-Chou ( China ) encontraram-se partes de um cinto feitas de alumínio, metal que só com dificuldades consideráveis pode ser extraído da bauxita.
Pilar eterno
Em Délhi existe um velho pilar de ferro, que não contém fósforo, nem enxofre e, por isso, não pode ser destruído por influências meteorológicas.
Calendário Estelar
Encontrou-se no Egito um calendário exato, 4.221 anos antes da nossa era! Esse calendário orienta-se pelo nascer de Sírio e dava ciclos anuais de mais de 32.000 anos.
Os maias sabiam que o ano de Vênus tem 584 dias e avaliavam a duração do ano terrestre em 365.2420 (Cálculo exato hoje: 365,2422).
Os avós do telescópio
Embora muitos livros escolares digam que Galileu foi o inventor do telescópio, a história da ciência conta que foram fabricantes de óculos holandeses do século XVI que descobriram o poder de lentes colocadas frente a frente. Galileu foi, sim, um dos primeiros a usar o artifício para estudar o céu noturno. Mas, segundo um professor da Universidade de Roma, Giovanni Pettinato, essa história tem de ser reescrita: astrônomos assírios teriam usado um telescópio três mil anos antes. A prova é uma lente, hoje exposta no Museu Britânico, desenterrada em 1850 por um arqueólogo inglês. Pettinato diz que seus estudos tentam provar que só a existência de um telescópio, mesmo rústico, pode explicar por que os assírios sabiam tanto de astronomia. Certo ou não, um fato é indiscutível: essa lente é mesmo a mais antiga já conhecida. Continua...


Afinal, teria o conhecimento primitivo surgido numa determinada região e se espalhado como um incêndio numa floresta? Ou teria surgido espontânea e separadamente em diferentes regiões? Teria existido um povo instrutor ou vários povos autodidatas? Todo conhecimento que o homem possui é resultado do seu próprio esforço e evolução intelectual ou o teria recebido de uma civilização extraterrena de altíssimo grau evolutivo, como afirma o livro de Enoque e outras lendas antigas, como a dos sumérios e incas.
O livro de Dzyan fala de mestres de rostos luminosos que voavam em carros impelidos pela luz. Nos escritos antigos dos hindus (os Vedas), temos a descrição de naves, as vimanas, movidas á mercúrio. Ainda temos os mistérios da Atlântida, o continente perdido e construções enigmáticas como as incríveis pirâmides, monumentos como o de Stonehenge e da ilha de páscoa, ainda podemos incluir neste hall de feitos fantásticos do homem pré-histórico os desenhos no solo da região de Nazca no Peru.
Adentrando a um tema tão interessante e enigmático surgem perguntas que infelizmente nenhum estudioso do planeta poderá nos responder concretamente, fica o desapontamento e a expectativa de que algum dia no futuro possamos obter certas respostas que preencham as visíveis lacunas da nossa história. No final você certamente chegará a mesma conclusão que eu: “desconhecemos por completo o nosso real passado”. Este material é só para abrir o apetite do caro leitor e trazer alguns subsídios para rechear longas conversas e reflexões sobre os grandes enigmas da nossa civilização. Com a palavra Will Durant, autor da obra “A História da Civilização”:
“Nossa verdadeira história foi perdida! Onde estão os manuscritos da biblioteca de Menfis criada pelo faraó Ramsés II, e que dizer dos milhares de manuscritos da biblioteca de Alexandria que pereceram no fogo em dois incêndios criminosos? Ainda podemos citar os registros antigos da de Pergamo que se juntássemos com os demais poderiam alterar tudo aquilo que conhecemos como a história do homem sobre a face da terra”.
Lendas, epopéias, cosmogonias e teogonias precisam ser reinterpretadas. Medite no que escreveu C.W. Ceram – autor do livro “Deuses, Túmulos e Sábios”.
“Para compreendermos a humildade da nossa condição humana não precisamos olhar o céu estrelado, basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós, que foram grandes antes nós e antes de nós desapareceram. Cada novo achado representa um aprofundamento em novos conhecimentos, mas também significa muitas vezes que precisamos revisar os nossos antigos conhecimentos que aparentavam ser tão seguros.”

Além de uma apresentação ao vivo no site da empresa, um exemplar da Orbo estará em exposição em uma pequena galeria de arte de Londres, chamada Kinetica Museum. Veja todos os links logo abaixo, no quadro Para navegar.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010115070705
A união de deuses e seres humanos também é uma crença que se perde no tempo, cria-se que destas uniões nasciam homens que eram a própria encarnação divina, na Índia eram chamados de avataras, filhos dos deuses e mensageiros dos deuses. A mitologia dos mais diversos povos sempre há um semi-deus entrando em contato com o homem. Há uma lenda grega que fala de Prometeu,ele foi julgado, sentenciado e acorrentado no monte Elbrus por ter dado fogo aos homens. O filósofo romano Sêneca (4 a.C – 65 d.C.), contava esta estória.
O poeta romano Ovídio (43 a.C. – 18 d.C.), cita outro semi-deus salvador, Esculápio, que também nasceu de uma virgem e cuja vida apresenta pontos semelhantes a de Jesus. Bel, deus babilônio, foi aprisionado, julgado, chicoteado e levado ao monte com dois criminosos, sendo morto também ressuscita. Os detalhes desta fábula não nos chegou por tradição oral, mas foram decifrados por Henry Rawlinson da rocha de Behistun, que acha-se próxima das ruínas da antiga babilônia. Foi através desta e outras traduções que se descobriu que fatos do Antigo e Novo Testamento se assemelham com aqueles presentes nas lendas babilônicas. Os babilônios falavam da criação do mundo em seis dias; do dia de descanso, que era o sétimo, o sabbatu; de Adão e Eva; da torre de Babel; de um bebê encontrado ás margens de um rio entre os juncos que se tornou o lendário rei Sargão da Acádia.
Presume-se que estas informações foram assimiladas pelos judeus durante o tempo que lá estiveram aprisionados por volta do século VI, as quais foram incorporadas as suas próprias tradições que hoje fazem parte da Bíblia. Outro fato que não pode passar despercebido diz respeito aos nomes das virgens mães dos deuses, são elas: Maria, Mariana, Mara, Maya etc. A letra M presente nestes nomes não é por acaso, já que em muitas línguas antigas é símbolo do mar e da água.
A lenda de Krishna, o deus dos hindus, tem inúmeros detalhes que também aparecem nos Evangelhos. Algumas imagens mostram este semi-deus hindu amarrado em uma árvore com uma tira ao redor da cabeça que representa uma coroa de espinho. As expressões Cordeiro de Deus, Luz do Mundo, Bom Pastor, também eram usadas pelos adoradores de Mitra.
Quanto aos rituais usados pelos cristãos, a água benta era empregada pelos hindus, egípcios, gregos e romanos. O batismo infantil é de origem romana. A eucaristia era um ritual pagão realizado logo após as colheitas, em agradecimento a Ceres e Baco. Antropólogos e grandes pesquisadores do passado oculto da humanidade já escreveram sobre as origens das religiões, o inglês Robert Graves talvez tenha feito um dos livros mais contundentes sobre o tema, The Sixteen World’s Crucified Saviours – Os Dezesseis Salvadores Crucificados do Mundo, o qual eu recomendo.
By W.X.
http://youtube.com/watch?v=EQLD59fK_Iw&feature=related
Dando uma breve olhada nas filosofias orientais alguns aspectos nos chamam atenção, entre eles a semelhança entre seu ensino e o dos cristãos. Neste ponto vêm a tona algumas indiscretas e fascinantes perguntas:
O estudo comparado das religiões revela milhares de indícios de que existe uma única verdade suprema e infinita inspirando as mais diferentes religiões ao longo de milênios. O principal ensino de Jesus, “Tudo aquilo que vocês quiserem que os homens lhes façam, façam vocês a eles porque esta é a lei...” (MT 7:12;)
As religiões que aí estão foram obviamente sendo moldadas ao longo dos séculos, mas todas guardam resquícios de uma mesma origem. Nenhum dos seus supostos fundadores, os chamados enviados divinos, cogitou elaborar o sistema doutrinário pelo qual estas hoje se fundamentam. Com o cristianismo, foco deste estudo, também não foi diferente, dos diversos grupos cristãos da era primitiva (Jerusalém, Alexandria, colônias gregas da Ásia Menor, Roma, Constantinopla), predominou justamente aquele que caiu nas graças do governante da época, no caso Constantino, até hoje seus toques não nos deixam mentir, mudou a guarda do sábado para domingo, interferiu em questões doutrinarias referente a própria trindade entre outras; Mitra recebeu sua devida honra.
Qualquer religião, com seus dogmas e rituais, apresenta pontos de ligação e mitos relacionados com mitologias primitivas, há muito pouco de originalidade. Em alguns casos é a cópia da cópia mesmo. Se Jesus aqui retornasse provavelmente não reconheceria nenhuma das comunidades religiosas que por aí estão, mesmo as que se dizem mais puritanas, como bem sabemos os únicos mandamentos que ele deixou foi o amor ao próximo e ao Criador.
Uma pergunta que comumente me é feita diz respeito a real existência de Jesus, Buda, Krishna, Zoroastro; além de outras fantásticas figuras menos conhecidas como Apolônio de Tiana, Saint Germain etc. A mitologia é a história metamorfoseada, transformada e desfigurada pela tradição, precisamos ter um filtro especial para avaliarmos os mitos e tal instrumento não encontramos na livraria da esquina, só os iniciados nos grandes mistérios, principalmente os garimpeiros de obras como as de H.P. Blavatsky, é que poderão delinear o que é e o que não é.
Os nascimentos virginais aparecem como um fato que não pode ser menosprezado se quisermos entender uma das crenças que sustenta a teologia cristã. O homem primitivo divinizava o sol, pois concluiu que este havia fecundado a Terra virgem como seu calor e com as chuvas, seu sêmen. Desta união surgiu a natureza. Esta crença foi se solidificando com o passar dos séculos. Na mitologia grega Apolo é apontado como um deus solar, mas além dele Hércules, Baco, Hermes, Adônis etc. O próprio imperador persa Ciro, o grande (559-530 a.C.), era considerado filho do sol. Na antiguidade os homens que se destacavam na vida social por seu carisma, imperadores, reis; e também notáveis mestres, eram chamados de “filhos do sol”, um sinônimo da expressão “filhos de Deus”.
Vide - Raízes do Cristianismo by W.X.
http://youtube.com/watch?v=QQ-kvw1fYXs
É difícil compreendermos como e onde surgiu a concepção integral do mundo e da vida como um todo que norteou os principais povos da antiguidade. A base de suas crenças obedecia os mesmos parâmetros: o homem, a natureza, a Terra e os astros; eram para eles entidades de dependência mútua. Para os celtas alguns locais estavam ligados por canais energéticos, os quais poderiam ser detectados pelo uso de uma simples varinha de algumas plantas. Locais como Avebury, Stonehenge e muitos lugares na Grã-Bretanha e na França mostram marcações (megálitos – menires, dolmens, cromelechs) que demonstram suas práticas religiosas baseadas na interação energética entre o homem e o meio, a Terra e os astros.
Várias civilizações da pré-história da Terra, incluindo algumas ocidentais, conheciam a importância dos pontos e das linhas energéticas do planeta e construíam monumentos, pirâmides, templos sobre estes locais pela provável ligação destes com o mundo extra-físico. Como exemplos podemos apontar as pirâmides maias do Yucatan no México e as egípcias de Gizé; a cidade de Machu-Pichu no Peru; a catedral de Compostela na Espanha; as ruínas celtas de Stonehenge, Avebury e Newgrange na Inglaterra; o mosteiro do Monte Saint Michel, a catedral de Chartres na França; e o mosteiro de Potala no Tibet etc.
A idéia que a Terra é um ser vivo, dotado de corpo físico, de alma, inteligência e espírito, remonta á origem dos tempos e está na base de todas as crenças antigas que deram origem as mais antigas religiões da humanidade. Esta concepção da Terra como um organismo vivo nos dá a idéia do que são os chamados lugares sagrados pelos antigos. Do mesmo modo que o organismo humano apresenta uma estrutura energética, representada pelo nosso corpo sutil com seus sistemas de chacras (centros ou vórtices de energia) e os meridianos (canais energéticos usados pela acupuntura), também a Terra possuiu uma engrenagem energética sutil.
A TERRA COMO DEUSA
A Terra como deusa materna estava no centro da cultura megalítica da Europa ocidental que se espalhara desde a Espanha até a Inglaterra e ilhas britânicas; da Alemanha (norte) ao sul da Escandinávia. Considerava-se que a Terra estava ligada ao sol, a lua, aos planetas e as constelações energéticas.
Max Heindel, fundador de uma das linhas da Ordem Rosa Cruz (teosofia) também enfatiza que a Terra não possui apenas corpo físico, mas um corpo energético e mental. Dentro desta visão, cada planeta não é um ser inanimado, mas uma entidade possuidora de individualidade; deste modo a Terra era cultuada como uma verdadeira divindade digna de culto, celebração e oferendas.
O movimento do sol, da lua, planetas e estrelas ditava para os povos antigos o ritmo de suas vidas. A consciência de que a Terra se relacionava com os astros e dependia deles para a sua sobrevivência e a de seus filhos, inspirou os povos pré-históricos a elaborar uma religião astroteológica.
O sol era considerado uma divindade masculina, enquanto a Terra era identificada como seu oposto feminino. Ambos estavam ligados – uma espécie de simbiose sagrada – representavam a polaridade positiva e negativa que gerava a vida. Na Grã-Bretanha há pelo menos 2 mil marcações inspiradas nas posições solares; eram verdadeiros calendários, através do comprimento de suas sombras era possível saber a hora do dia e a estação do ano.
No hemisfério sul, onde esta tradição é imitada, ocorre o contrário, 21 de junho, é o dia mais curto do ano. Este era o dia da vitória da divindade solar, que no decorrer da primavera vencera as trevas do inverno. O deus-sol casava num ritual sagrado com a deusa-Terra. Este casamento era uma celebração, um culto a fertilidade, cujo resultado se tornava claro na época da colheita, no final de agosto. Era este o sentido esotérico e religioso do solstício de verão.
Nas culturas mais significativas do passado da humanidade, até onde podemos pesquisar, há a presença de um culto ao sol. Entre os babilônios encontramos o culto a Tammuz. O culto a este deus encontra equivalência em todas as culturas agrícolas. Consistia de um sacrifício ritual, assim como o trigo que é ceifado e renasce na colheita seguinte, na encenação do mito de Tammuz, o sacerdote ou rei, seu representante, era morto e oferecido em sacrifício para assegurar a fertilidade da Terra para o próximo ano.
Uma coisa da qual o fundador da Microsoft, Bill Gates, não pode ser acusado é de ser indolente. Aos 14 anos já fazia programação, aos 20, era ainda estudante em Harvard, fundou a Microsoft. Em 1995 aparecia na listagem da Forbes como o homem mais rico do mundo por ser o maior accionista da Microsoft, uma empresa que, mercê da sua direção rígida, se constituiu num verdadeiro monopólio dos sistemas de software para computadores pessoais. Em 2006, quando a maior parte das pessoas na situação dele pensa em retirar-se para uma tranqüila ilha do Pacífico, Bill Gates decidiu dedicar as suas energias à sua Fundação Bill e Melinda Gates, a maior fundação privada 'transparente' do mundo, como ele diz, com uma doação de uns esmagadores 34,6 mil milhões de dólares e a imposição legal de gastar 1,5 milhões de dólares por ano em projetos filantrópicos a nível mundial a fim de manter o estatuto filantrópico para isenção de impostos.
Em 2006, a oferta do seu amigo e sócio, o mega-investidor Warren Buffet, de ações no Buffet's Berkshire Hathaway no valor de uns 30 milhões de dólares, colocou a fundação de Gates em posição de poder gastar quase o mesmo valor de todo o orçamento anual da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas. Por isso, quando Bill Gates decide utilizar a Fundação Gates para investir num projeto cerca de 30 milhões de dólares do seu dinheiro, vale a pena analisar esse projeto. Não há nenhum outro projeto mais interessante de momento do que este muito estranho num dos cantos mais remotos do mundo, Svalbard. Bill Gates investiu milhões, num banco de sementes no Mar Barents perto do Oceano Ártico, a cerca de 1100 quilômetros do Pólo Norte. Svalbard é um árido pedaço de rocha reclamado pela Noruega e cedido em 1925 por um tratado internacional (ver mapa).
É nesta ilha esquecida por Deus, que Bill Gates está a investir dezenas dos seus milhões em conjunto com a Fundação Rockefeller, a Monsanto Corporation, a Fundação Syngenta e o governo da Noruega, entre outros, naquilo que é chamado de 'banco de sementes do fim do mundo'. Oficialmente o projeto chama-se a Caverna Global de Sementes Svalbard (Svalbard Global Seed Vault) na ilha norueguesa de Spitsbergen, no arquipélago de Svalbard.
O banco de sementes está a ser construído no interior de uma montanha na ilha de Spitsbergen perto da aldeia de Longyearbven. Está pronto para o 'negócio', de acordo com os comunicados. O banco vai ter portas duplas à prova de explosão com sensores de movimento, duas câmaras pressurizadas e paredes reforçada a aço com um metro de espessura. Conterá mais de três milhões de variedades diferentes de sementes de todo o mundo, 'para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro', segundo o governo norueguês. As sementes vão ser embaladas de forma especial para proteção contra a umidade. Não haverá pessoal a tempo inteiro, mas a relativa inacessibilidade da caverna facilitará a fiscalização de qualquer possível atividade humana. Fala-nos alguma coisa? Os comunicados de imprensa afirmaram, 'para que se possa conservar a variedade das espécies para o futuro'. Que futuro é esse que os patrocinadores do banco de sementes prevêem que poderá vir a ameaçar a disponibilidade global das sementes atuais, quando a maior parte delas já está bem protegida em bancos de sementes existentes em todo o mundo? Sempre que Bill Gates, a Fundação Rockefeller, a Monsanto e a Syngenta se juntam num projeto comum, vale a pena escavar um pouco mais por detrás das rochas de Spitsbergen. Se o fizermos vamos encontrar coisas fascinantes.
O primeiro ponto digno de nota é saber quem é que patrocina a caverna de sementes do fim do mundo. Aqui, em conjunto com os noruegueses, estão, conforme já dito, a Fundação Bill & Melinda Gates; o gigante americano da 'agribusiness' DuPont/Pioneer Hi-Bred, um dos maiores proprietários mundiais de patentes de sementes de organismos geneticamente modificados (OGM) e de agroquímicos afins; a Syngenta, a importante companhia de sementes OGM e agroquímicos, com sede na Suíça, através da Fundação Syngenta; a Fundação Rockefeller, um grupo privado que criou a "revolução genética com mais de 100 milhões de dólares em sementes desde os anos 70; o CGIAR, a rede global criada pela Fundação Rockefeller para promover o seu ideal de pureza genética através da alteração da agricultura. O CGIAR e 'O Projeto' Conforme pormenorizei no livro 'Seeds of Destruction', a Fundação Rockefeller, o Conselho para Desenvolvimento da Agricultura de John D. Rockefeller III e a Fundação Ford juntaram esforços em 1960 para criar o Instituto Internacional de Investigação do Arroz (IIIR) em Los Baños, nas Filipinas.
Em 1971, o IIIR da Fundação Rockefeller, em conjunto com o seu Centro Internacional de Melhoramento do Milho e do Trigo, com sede no México, e com mais outros dois centros internacionais de investigação criados pelas Fundações Rockefeller e Ford, o IITA para a agricultura tropical, na Nigéria, e o IIIR para o arroz, nas Filipinas, aliaram-se para formar um único Grupo Consultivo para Investigação Agrícola Internacional (Consultative Group on International Agriculture Research - CGIAR) O CGIAR foi delineado numa série de conferências privadas realizadas no centro de conferências da Fundação Rockefeller em Bellagio, na Itália. Os participantes chave nas conversações de Bellagio foram George Harrar, da Fundação Rockefeller, Forrest Hill da Fundação Ford, Robert McNamara do Banco Mundial e Maurice Strong, o organizador ambiental internacional da família Rockefeller, que, enquanto administrador da Fundação Rockefeller, organizou a Cimeira da Terra das Nações Unidas em Estocolmo, em 1972.
Há muitas décadas a fundação preocupava-se em por a ciência ao serviço da eugenia, uma versão repugnante da pureza racial, a que fora dado o nome de 'O Projecto'. Para garantir o maior impacto, o CGIAR atraiu a Organização para a Agricultura e Alimentação e o Programa para o Desenvolvimento, ambas das Nações Unidas, e o Banco Mundial. E assim, mediante uma distribuição cuidadosamente planeada dos seus financiamentos iniciais, no início dos anos 70 a Fundação Rockefeller já estava em posição de delinear a política da agricultura global no início dos anos 70. E de fato delineou-a. Financiado por generosas doações para estudos das Fundações Rockefeller e Ford, o CGIAR providenciou para que os principais cientistas da agricultura e agrônomos do Terceiro Mundo passassem a 'dominar' os conceitos do moderno agribusiness de modo a poderem levá-los para os seus países. Neste processo criou uma valiosa rede de influências para a promoção do agribusiness americano nesses países, muito em especial para a promoção da 'Revolução Genética' OGM nos países em desenvolvimento, tudo isto em nome da ciência e da eficácia, do mercado livre e da agricultura. Continua...
“Para compreendermos a pequenez da nossa condição humana não precisamos olhar o céu estrelado, basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós,que foram grandes antes nós e antes de nós desapareceram. Cada novo achado representa um aprofundamento em novos conhecimentos, mas também significa muitas vezes que precisamos revisar antigos conceitos que aparentavam ser tão seguros.”
C.W. Ceram