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domingo, 18 de abril de 2010

AS 3 PIRÂMIDES DE GIZÉ E A CONSTELAÇÃO DE ÓRION


Em 1994 o livro “O Mistério de Órion” de Robert Bauval e Adrian Gilbert causou um alvoroço no mundo dos estudos egípcios, como nenhum outro. Esta explicito na sua capa: “ Depois de mais de 4 mil anos os segredos das pirâmides esta sendo resolvidos.” 

A tese  é agora chamada de Orion Correlation Theory (Teoria da Correlação de Órion) ou simplesmente, OCT. Embora publicado por dois autores a tese é essencialmente obra de Robert Bauval. Ele reivindica que encontrou as respostas pelas quais os estudiosos têm debatido há anos. A localização das pirâmides de Gizé são acidentais? Ou há um plano oculto? Por muitas décadas isto tem sido discutido. 

 Muitos egiptologistas dizem que é pura coincidência, nada mais.  Mas a construção delas ao que parece envolveu um conjunto de conhecimentos precisos que muitos duvidam que os egípcios possuíssem na época. Até que ponto tudo é especulação?

 Bauval e Gilbert discutem e embasam a teoria nos próprios mitos egípcios. A conclusão é que as lendas  egípcias apontam para a localização do mundo dos mortos no céu , numa constelação, e que as pirâmides representariam as suas estrelas mais importantes. Os reis mortos e as pessoas comuns iriam para lá. Osíris tinha como representação a constelação Sah, que de acordo com estes pesquisadores  seria a de Órion.  Sendo assim as pirâmides foram posicionadas como uma imitação da constelação na Terra.

Em tempos posteriores houve uma mudança de culto e a religião estelar deixou de existir, portanto as pirâmides da 5º e 6º dinastias  não  estão mais ligadas as estrelas.

A melhor evidência da teoria do culto de Órion é a comparação das três maiores pirâmides de Gizé com o chamado cinturão de Órion, conhecidas em nossa cultura como as três Marias.


                                 Imagens sobrepostas


Outras pirâmides no Egito ajudam a formar toda a constelação: As duas pirâmides de Dashur e as de Abu Rwuash e Zawyat Al Aryan.




Outras Coincidências: O rio Nilo em relação as pirâmides de Gizé representa a via láctea em relação ao cinturão de Órion. Segundo as lendas a via láctea representa os campos de junco que teria que ser atravessado para se alcançar o além. Assim como os egípcios atravessavam o Nilo  da terra dos vivos ( no lado oriental)  para a terra dos mortos (no lado ocidental) onde estavam localizadas as pirâmides e as tumbas.

As entradas: Há quarto pequenas entradas (20 x 20 cm)  na grande pirâmide. Duas sobre a câmara no lado  do sul e duas  na parte norte. Todas as quatro se elevam num ângulo entre 36º e 45º  graus. As entradas sobre a câmara do rei estavam abertas em ambos os lados,  as que ficam abaixo sobre a câmara da rainha estavam ambas fechadas. Estas entradas são um enigma. O egiptólogo alemão  Rainer Stadelmann  diz que elas lá estão para a passagem da alma do faraó, segundo a lenda.  

 A alma teria que atravessar a passagem norte  para a constelação de Órion que está ao norte. A astrônoma  Virginia Trimble comprovou  em 1964 que a entrada do sul da câmara do rei  aponta para Órion. Bauval  descobriu que a entrada de fato há milhares de anos apontava para o cinturão de Órion e que a entrada do sul sobre a câmara da rainha apontava para a mais brilhante estrela do céu, Sirius.

Sirius representava Ísis para os egípcios que era irmã e grande amor de Osíris, que era representado no céu por pela constelação de órion. Outra coincidência? As outras entradas também apontam para estrelas relevantes de outras constelações. O que parece sensacional, você não acha!!!


quarta-feira, 31 de março de 2010

A verdadeira História da Páscoa




Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra “páscoa” (em hebraico - Pessach)  em grego “paskha” e latim “pache” - significa “passagem”, uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.
Ela precede a Festa dos Pães Ázimos (Chag haMatzot). Celebra e recorda a libertação do povo de Israel do Egito, conforme narrado no livro de Êxodo.
A festa cristã da Páscoa tem origem na festa judaica, mas tem um significado diferente. Enquanto para o Judaísmo, Pessach representa a libertação do povo de Israel no Egito, no Cristianismo a Páscoa representa a morte e ressurreição de Jesus (que supostamente aconteceu na Pessach) e de que a Páscoa Judaica é considerada prefiguração, pois em ambos os casos se celebra uma “libertação do povo de Deus”, a sua passagem da escravidão (do Egito/do pecado) para a liberdade.
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera,  Esther, que é a antiga deusa mesopotâmica ISHTAR – de onde vem a palavra inglesa, Easter quer dizer Páscoa.
Esta era a Deusa da Primavera, que segurava  um ovo em sua mão e observava um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.


Por que o ovo de Páscoa?
O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
Os celtas, gregos, egípcios, fenícios, chineses e muitas outras civilizações acreditavam que o mundo havia nascido de um ovo. Na maioria das tradições, este “ovo cósmico” aparece depois de um período de caos.
Na Índia, por exemplo, acredita-se que uma gansa de nome Hamsa (um espírito considerado o “Sopro divino”), chocou o ovo cósmico na superfície de águas primordiais e, daí, dividido em duas partes, o ovo deu origem ao Céu e a Terra – simbolicamente é possível ver o Céu como a parte leve do ovo, a clara, e a Terra como outra mais densa, a gema.
O mito do ovo cósmico aparece também nas tradições chinesas. Antes do surgimento do mundo, quando tudo ainda era caos, um ovo semelhante ao de galinha se abriu e, de seus elementos pesados, surgiu a Terra (Yin) e, de sua parte leve e pura, nasceu o céu (Yang).
Para os celtas, o ovo cósmico é assimilado a um ovo de serpente. Para eles, o ovo contém a representação do Universo: a gema representa o globo terrestre, a clara o firmamento e a atmosfera, a casca equivale à esfera celeste e aos astros.
Na tradição cristã, o ovo aparece como uma renovação periódica da natureza. Trata-se do mito da criação cíclica. Em muitos países europeus, ainda hoje há a crença de que comer ovos no Domingo de Páscoa traz saúde e sorte durante todo o resto do ano. E mais: um ovo posto na sexta-feira santa afasta as doenças.
Por que o Coelho de Páscoa?
Coelhos não colocam ovos, isto é fato! A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.
Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?
No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.
Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas! Assim, os coelhos são vistos como símbolos de renovação e início de uma nova vida. Em união com o mito dos Ovos de Páscoa, o Coelho da Páscoa representa a renovação de uma vida que trará boas novas e novos e melhores dias, segundo as tradições.
Outros símbolos da Páscoa
O cordeiro é um dos principais símbolos de Jesus Cristo, já que é considerado como tendo sido um sacrifício em favor do seu rebanho. Segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo é “sacrificado” durante a Páscoa (judaica, obviamente). Isso pode ser visto como uma profecia de João Batista, no Evangelho segundo João no capítulo 1, versículo 29: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo”.
Paulo de Tarso (na primeira epístola a Coríntio no capítulo 5, versículo 7) diz: “Purificai-vos do velho fermento, para que sejais massa nova, porque sois pães ázimos, porquanto Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.
Jesus, desse modo, é tido pelos cristãos como o Cordeiro de Deus (em latim: Agnus Dei) que supostamente fora imolado para salvação e libertação de todos do pecado. Para isso, Deus teria designado sua morte exatamente no dia da Páscoa judaica para criar o paralelo entre a aliança antiga, no sangue do cordeiro imolado, e a nova aliança, no sangue do próprio Jesus imolado. Assim, a partir daquela data, o Pecado Original tecnicamente deixara de existir.
A Cruz também é tida como um símbolo pascal. Ela mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Jesus. No Concílio de Nicea em 325 d.C, Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo. Então, ela não somente é um símbolo da Páscoa, mas o símbolo primordial da fé católica.
O pão e o vinho simbolizam a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos, conforme é dito no capítulo 26 do Evangelho segundo Mateus, nos versículos 26 a 28: “Durante a refeição, Jesus tomou o pão, benzeu-o, partiu-o e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei, isto é meu corpo. Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados.
Por que a Páscoa nunca cai no mesmo dia todos os anos?
O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas. (A igreja, para obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Concílio de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária - conhecida como a “lua eclesiástica”).
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas.
Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômico. Mas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”. De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano.
Tabela com as datas da Páscoa até 2020
  • 2000: 23 de Abril ( Igrejas Ocidentais); 30 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2001: 15 de Abril
  • 2002: 31 de Março (Igrejas Ocidentais); 5 de Maio (Igrejas Orientais)
  • 2003: 20 de Abril (Igrejas Ocidentais); 27 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2004: 11 de Abril
  • 2005: 27 de Março (Igrejas Ocidentais); 1 de Maio (Igrejas Orientais)
  • 2006: 16 de Abril (Igrejas Ocidentais); 23 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2007: 8 de Abril
  • 2008: 23 de Março (Igrejas Ocidentais); 27 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2009: 12 de Abril (Igrejas Ocidentais); 19 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2010: 4 de Abril
  • 2011: 24 de Abril
  • 2012: 8 de Abril (Igrejas Ocidentais); 15 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2013: 31 de Março (Igrejas Ocidentais); 5 de Maio (Igrejas Orientais)
  • 2014: 20 de Abril
  • 2015: 5 de Abril (Igrejas Ocidentais); 12 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2016: 27 de Março (Igrejas Ocidentais); 1 de Maio (Igrejas Orientais)
  • 2017: 16 de Abril
  • 2018: 1 de Abril (Igrejas Ocidentais); 8 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2019: 21 de Abril (Igrejas Ocidentais); 28 de Abril (Igrejas Orientais)
  • 2020: 12 de Abril (Igrejas Ocidentais); 19 de Abril (Igrejas Orientais)
No final das contas, a páscoa é mais um rito de povos antigos, assimilado pela Igreja Cristã de modo a impor sua influência. Substituindo venerações à natureza (como no caso da Lua ou do Equinócio, tipicamente pagãs) por uma outra figura da mitologia, tomando os siginificados do judaísmo, os símbolos celtas e fenícios, remodelando mediante os Evangelhos e dando uma decoração final, criou-se um “ritual colcha de retalhos”.

Software permite que os usuários “escrevam” com suas mentes



Imaginem a cena: Um cara chega em seu escritório e diz “Luzes”. As lâmpadas se acendem. Depois, ele chega perto do computador e diz “Liga, pô”. E o micro se inicia. Em seguida, ele começa a redigir um texto, bastando somente pensar nele. Um belo exemplo de ficção científica, certo? Bem, não exatamente, pois pesquisadores estão desenvolvendo um software que permite que os utilizadores possam escrever letras e números em uma tela, apenas pensando sobre elas.
 
A descoberta por cientistas da Clínica Mayo em Jacksonville, Flórida, poderia abrir a porta a uma nova forma de comunicação para milhões de pessoas que sofrem de doenças neurológicas ou paralisia. Para isso, basta que os pacientes concentrem-se em uma matriz de símbolos.

Os resultados, apresentados à reunião anual da American Epilepsy Society, são os primeiros passos para a construção de uma interface mente-máquina mais funcional. Os pesquisadores acreditam que a criação de dispositivos que pode ser controlado apenas pela mente – como braços e/ou pernas artificiais - ajudará milhões de pessoas no futuro.

Este estudo é basicamente um engatinhar em direção a um futuro onde pessoas deficientes não terão que depender de pessoas “normais” paa fazer tarefas simples, como usar um processador de textos. Segundo o chefe da equipe, Dr. Jerry Shih, que é neurologista, representa um progresso tangível em usar as ondas cerebrais para fazer determinadas tarefas cotidianas.

O estudo examinou dois pacientes com eletrodos colocados dentro de seus crânios e diretamente sobre a superfície do cérebro através de uma incisão cirúrgica conhecida como “craniotomia”. Estes eletrodos monitoram a atividade elétrica produzida pela ativação de células nervosas.

Os sinais produzidos quando o paciente olha para números específicos sobre um quadrado 6×6 foram, então, interpretados por um computador com o software desenvolvido pelos pesquisadores. Quando um paciente focava em uma letra, ela apareceu na tela.

A técnica, conhecida como eletrocorticografia (ECoG), produz dados melhores do que os mais comumente usados eletroencefalografia (EEG), na qual os eletrodos são colocados no couro cabeludo. 

A eletrocorticografia é comumente usada na avaliação do potencial de determinadas áreas cerebrais para gerar crises epiléticas, e é usada em pacientes com epilepsias crônicas que durante a investigação com exames de imagem se identifica uma lesão cerebral.

“Há uma grande diferença na qualidade da informação que você começa de ECoG comparado ao EEG, acrescentou o Dr. Shih.”É por isso que o progresso até a data no desenvolvimento deste tipo de interfaces  tem sido lento”.

Os dispositivos, futuramente alimentados por ondas cerebrais, seriam suscetíveis de necessitar de cirurgia para serem implantados no crânio de um paciente, bem como o software a ser calibrado para cada indivíduo.

Para o Dr. Shih, haveria alguns incômodos, já que os pacientes teriam que usar um computador para interpretar as suas ondas cerebrais, mas estes dispositivos estão ficando miniaturizados, então não é ficção demais achar que uma “microCPU” pudesse ser implantada no próprio paciente.

segunda-feira, 8 de março de 2010

A CIÊNCIA GREGA – Parte I


G..E.R. Lloyd, Early Greek Science: Thales to Aristoteles 
Costuma-se atribuir o início da ciência aos pensadores da cidade de Mileto (Ásia Menor, atual Turquia,), no sec. VI a.C. (esta cidade que foi destruída em 494 a.C. pelos persas). Em que sentido é correto afirmar isso?

Antes de tudo, devemos salientar que ocorreu um desenvolvimento semelhante e independente na China. A ciência nasceu duas vezes, pelo menos. Concentrando-nos porém no Ocidente, o que havia antes da ascensão das cidades-estado gregas?


1)    Tecnologia

Em 3000 a.C, já se estabelecera a metalurgia, a tecelagem e a cerâmica, assim como o uso da roda em veículos de transporte (adaptado da roda do ceramista). A agricultura, com suas técnicas de irrigação, domesticação de animais, preparação e preservação de alimentos, foi essencial para o surgimento de cidades. Além disso, a escrita surgiu em torno de 3500 a.C.

Tais desenvolvimentos técnicos implicam uma ciência? À medida que não envolvem uma teorização consciente, não. No entanto, tais desenvolvimentos certamente envolvem uma grande capacidade de observação e de aprendizado, que são essenciais na ciência.


2)    Medicina

A medicina nos antigos Egito e Mesopotâmia era dominada por magia e superstição. No entanto, um papiro egípcio (chamado "Edwin Smith") de 1600 a.C. (mas que se refere ao período anterior) relata 48 casos de cirurgia clínica, envolvendo ferimentos de guerra, cada qual apresentando exame, diagnóstico e tratamento, além de explicações de termos médicos.

3)    Astronomia e matemática

Boa parte do esforço astronômico se dirigia à elaboração de calendários, o melhor dos quais era o egípcio. No entanto, foi na Babilônia que a matemática e a astronomia mais avançaram. Os babilônios introduziram um sistema numérico com "valor posicional", como o nosso atual, só que na base 60 ao invés de na base 10. Já o sistema egípcio era como o romano, sendo inferior para certas operações, como as envolvendo frações.

Os babilônios registravam sistematicamente os acontecimentos celestes, como os aparecimentos e desaparecimentos do planeta Vênus, eclipses solares e lunares, além de fenômenos meteorológicos. Com isso, eram capazes de fazer algumas previsões astronômicas, baseadas em regularidades aritméticas (e não modelos geométricos do cosmo), como as de eclipses lunares (os solares são mais difíceis de prever).
Com este pano de fundo, o que os milésios como Tales, Anaximandro e Anaxímenes, além dos outros chamados "filósofos pré-socráticos", trouxeram de novo?

I)             A separação entre a natureza e o sobrenatural.

As explicações dos milésios não faziam referência a deuses ou forças naturais. Se na mitologia grega os terremotos tinham sua origem no deus dos mares (Poseidon), para Tales a explicação não envolvia deuses. Para ele, a terra boiava na água do oceano, e os terremotos teriam sua origem em grandes ondas e tremores marítimos.

II)            A prática do debate.

Os pensadores pré-socráticos discutiam criticamente as idéias de seus colegas e antecessores, muitas vezes em frente a uma platéia. Uma conseqüência disto é que diferentes explicações para um mesmo fenômeno natural passavam a competir entre si. O esforço para encontrar a melhor explicação levava a uma reflexão a respeito dos pressupostos, das evidências e dos argumentos a favor e contra teorias opostas.

Por que estas novidades surgiram numa cidade-estado grega no séc. VI a.C., e não em outro lugar ou em outra época? Uma contribuição decisiva foi dada pela organização política de cidades-estado como Mileto, Atenas e Corinto, onde os cidadãos participavam ativamente na escolha de membros do governo e na elaboração de leis.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O CO² NÃO É O VILÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL


 
Síntese do  artigo publicado na prestigiada revista científica NATURE, em 2009, pelo  Dr. Luiz Carlos Baldicero Molion (PHD em Meterologia pela Universidade de Winsconsin, EUA.)  e publicado em português pela Revista Galileu (Fev/2010/ p. 89).
- Pesquisa de cientistas britânicos sobre a temperatura no Leste da Antártica nos últimos 340 mil anos  indicam que nos três períodos interglaciais  elas foram 6 °C  e 2 ° C mais elevadas que as atuais.
- Entre 800 d.C. e 1200 d.C., o “Período Quente Medieval”, as temperaturas estiveram entre 1 ° C e 2 ° acima das atuais e o clima quente permitiu que os Vikings colonizassem as regiões ao norte do Canadá e a Groenlândia (Terra Verde), hoje cobertas de gelo.
- As concentrações atuais de dióxido de carbono (CO²) e metano (CH4), os chamados vilões gases de efeito estufa, são 30% e 130%, respectivamente, maiores que as concentrações  que naqueles períodos citados, e aqueles aquecimentos foram naturais sem influência direta de tais gases.
- De 1350 a 1920, entretanto, o clima se resfriou, com temperaturas 1,5° C  a 2 ° C inferiores às de hoje, particularmente na Europa Ocidental, período bem documentado, denominado de Pequena Era Glacial. Porém, após 1920, o clima voltou a se aquecer e as temperaturas se elevaram.    
- Que ocorreu um aquecimento global nos últimos 100 anos não há dúvida! A questão que se coloca é se o aquecimento observado é natural ou gerado pela ação humana e se é controlado pelo CO²?
- Análises de climas passados mostraram que variações da temperatura e da concentração de CO²    não estão relacionas entre si, ou seja, o CO²  não controla o clima global. Ao contrário, a temperatura do sistema climático, ao aumentar, induz o aumento de CO² na atmosfera.
- No término da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a temperatura do planeta já tinha aumentado 0,4 ° C, mas o homem emitia menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera.
- No período pós-guerra, quando a industrialização se acelerou, o consumo de petróleo e conseqüentes emissões aumentaram significativamente, houve,  contrariamente ao que prevê a teoria do aquecimento global, um resfriamento global, a ponto de  em 1976, os climatologistas afirmarem que uma nova era glacial estava em via de começar.
- Este período de resfriamento coincidiu com o resfriamento dos oceanos.
-Entre 1977 e 1998, ocorreu um breve período de aquecimento dos oceanos e do clima, e é esse aquecimento que está sendo atribuído às emissões humanas.
- Na realidade, os fluxos naturas de carbono entre os oceanos, vegetação e solo (incluídos vulcões), somam 200 bilhões de toneladas por ano. As emissões humanas são insignificantes em elação às naturais.
- Não há evidências científicas, portanto, que o CO² emitido pelo homem interfira no clima global, sendo a variabilidade deste natural.
- Nível do mar: os satélites que medem  o nível dos  mares, detectaram um aumento de 3,4 mm por ano durante 1993 e 2006. Isto corresponde a um aumento inferior a 5 cm nesses 14 anos. Essa elevação terminou em 2006 e foi provocada por um ciclo lunar de 18,6 anos. (Ciclo natural que se repetirá em 2025).
Conclusão: o CO², dióxido de carbono, tem sido tratado pela mídia como se fosse um  vilão. O CO²  é o gás da vida! Nós e os animais não produzimos a comida que ingerimos, quem o faz são as plantas, via fotossíntese, por meio da qual retiram o CO² do ar e o transformam em amidos, açucares e fibras dos quais nos alimentamos. Na hipótese absurda de eliminar o CO², a vida acabaria na Terra.



Dr. Luiz Carlos Baldicero Molion 
Possui graduação em Física pela Universidade de São Paulo (1969), PhD em Meteorologia, University of Wisconsin, Madison (1975), pós-doutorado em Hidrologia de Florestas, Institute of Hydrology, Wallingford, UK (1982) e é fellow do Wissenschftskolleg zu Berlin, Alemanha (1990). 

É Pesquisador Senior aposentado do INPE/MCT e atualmente Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas, professor visitante da Western Michigan University, professor de pós graduação da Universidade de Évora, Portugal.

Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Dinamica de Clima, atuando principalmente em variabilidade e mudanças climáticas, Nordeste do Brasil e Amazonia, e nas áreas correlatas energias renováveis, desenvolvimento regional e dessalinização de água.

É membro do Grupo Gestor da Comissão de Climatologia, Organização

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mistérios do Vale de Nazca – Peru



No Altiplano dos Andes, bem ao sul do Peru, situa-se um  dos maiores mistérios de toda a Terra. O chamado planalto de Nazca, que se estende por uma área com nada menos que 900 quilômetros quadrados, ostenta um painel surrealista e  impressionante, literalmente coberto de misteriosos desenhos no solo (geoglifos), que retratam   gigantescas figuras de animais e também de uma figura de um homem estilizado.  

Há colibris,  papagaios; peixes exóticos; coisas que  parecem baleias e orcas; um impressionante demônio-gato; lagartos e vários tipos de curiosos répteis; flores bizarras; símbolos geométricos complexos; estrelas; pistas longitudinais que parecem os nosso aeroportos, sendo que uma delas percorre nada menos que 65 quilômetros; uma colossal e lindíssima aranha; e outras que fazem parte integrante daquilo que se convencionou chamar de “O Maior Zodíaco de Toda a Terra”. 

Sim, porque não existindo explicação mais lógica, alguns pesquisadores e estudiosos acreditam que se trate da representação de constelações. Chama a atenção o fato destes desenhos estilizados  só poderem ser vistos do alto, e quanto mais alto melhor! Quem porventura esteja no solo, naquele local ermo possuído por um silêncio mortal e desabitado há milênios, somente verá enormes sulcos na terra sem qualquer sentido.

Os chamados geoglifos de Nazca ficaram desconhecidos desde a mais remota antigüidade e somente foram descobertos em junho de 1939, quando sobrevoados pelo atônito piloto Paul Kosok. Mais recentemente, contudo, uma outra  surpresa: quando se pensava que Nazca já tinha sido totalmente identificada, em 1984 um outro piloto, precisamente Eduardo de La Torre, quando efetuava um vôo de ultraleve, penetrou sem querer em uma área inexplorada e se deparou com dezenas de  outros estranhos desenhos, dessa feita contendo estranhos rostos, outros desconhecidos animais e certos tipos de vegetais não inteiramente identificados – todos dotados de magníficas colorações, dentre as quais predominam o marrom, o violeta e o branco!

Não existe a menor dúvida que as bizarras figuras foram  especificamente produzidas como uma espécie de balizamento, ou sinais demarcatórios, para quem da Terra se aproximar vindo do espaço exterior, mas se há milhares de anos, ou mais, (quando se acredita tenham sido feitos), não existiam aeronaves na Terra –  pelos menos  criadas pela mãos do homem, supõe-se que seriam aeronaves alienigenas, por que não?

Extraordinária conservação dessas insólitas imagens talvez se deva ao fato de que naquele deserto planalto não chova há cerca de mil anos! Somente os ventos que de vez em quando  fustigam aquelas grandes altitudes não foram suficientes para sequer mascará-las através de tanto milênios sem conta.

Bem distante dali, precisamente na região de Paracas e encimando a Baía de Pisco, um gigantesco símbolo com 143 metros de comprimento foi gravado na montanha através das mesmas técnicas e aponta diretamente para o planalto de Nazca, como se fosse um sinal indicativo da sua direção!

Trata-se do enigmático “Candelabro dos Andes”, outra obra-prima de uma engenharia desconhecida e igualmente dotada de milhares de anos de idade. Tudo é, portanto, mistério e assombro naquelas regiões ainda pouco exploradas do território
peruano. Encimando a Baía de Pisco, o gigantesco Tridente dos Andes aponta para  planalto de Nazca e as suas enigmáticas figuras. Como e através de que técnicas puderam fazer isso na mais remota antigüidade, é um denso mistério.

Também chama a atenção saber que pelas proximidades foram encontradas certas múmias muito antigas, dotadas de características, digamos, especiais: em um jazigo acidentalmente descoberto por Julio Tello, algumas delas tinham as cabeças muito, exageradamente longas, quase cônicas, e as nucas literalmente planas!

Com a palavra Erich Von Daniken, Robert Charroux, Zacharia Sitchin e outros estudiosos do realismo fantástico.

EX OFICIAIS MILITARES DOS EUA DIZEM QUE OVNIS DESARMARAM ARMAS NUCLEARES

O Ciclo das COISAS

UFO NA CHINA

EARTH GLOBE

ENIGMAS DO PASSADO

ENIGMAS DO PASSADO

PARA PENSAR...

Para compreendermos a pequenez da nossa condição humana não precisamos olhar o céu estrelado, basta que consideremos as civilizações que existiram milhares de anos antes de nós,que foram grandes antes nós e antes de nós desapareceram. Cada novo achado representa um aprofundamento em novos conhecimentos, mas também significa muitas vezes que precisamos revisar antigos conceitos que aparentavam ser tão seguros.”

C.W. Ceram